Os Fundadores da Capa e os primeiros anos de trabalho.

Atualizado: 26 de fev.




O Espiritismo, nascido na França, cresceu em terras brasileiras a partir do nosso litoral. No início do século XX, era pelas cidades costeiras que chegavam as novas ideias, os novos produtos e grande parte dos contatos com o exterior. Os portos recebiam o maior fluxo de estrangeiros e, com eles, vinham também livros e periódicos de outros pontos do Brasil e de outros países.


No Paraná não era diferente: é possível perceber a força que o nascente movimento espírita possuía em nossas comunidades litorâneas quando lemos a ata de fundação da Federação Espírita do Paraná. Ocorrida em 24 de agosto de 1902 (20 anos antes da fundação da Capa dos Pobres), ela foi assinada por 7 pessoas e 2 centros espíritas (Allan Kardec e Luz nas Trevas), ambos da cidade de Antonina, cidade portuária do nosso litoral.


Essa força do movimento espírita no litoral do Paraná também teve decisiva influência nos primeiros anos da Capa dos Pobres. Seu fundador e primeiro presidente, João Batista de Brito, visto na foto acima, era comerciante de bananas em Curitiba. Como as frutas eram produzidas em Antonina e Morretes, sua profissão o forçava a realizar frequentes viagens para a região litorânea, pois era preciso ir até os produtores, fazer as compras e providenciar o transporte das bananas até Curitiba, que era realizado em carroças, pela Estrada da Graciosa.


Em suas constantes estadias no litoral, João Batista de Brito travava contatos com o importante movimento espírita de Antonina e Morretes, conhecendo e estudando o Espiritismo. Como sua esposa Maria Acácia se descobriu médium, ambos resolveram dedicar-se à divulgação da mensagem espírita em Curitiba, junto com outros corações idealistas, por meio da fundação da Capa dos Pobres.


João Batista de Brito foi presidente da nova instituição entre 1922 e 1936, liderando-a até sua desencarnação. Sua esposa e seu filho Foche de Brito estiveram ligados à Casa até o início da década de 1950, tendo decisiva atuação na transição do centro, que começou quase familiar e gradativamente se desenvolveu, com a chegada sucessiva de novas gerações de espíritas.


Como já lembramos, o Código Penal daquela época considerava a prática de Espiritismo como crime e a provinciana cidade de Curitiba era dominada por tradicionais lideranças religiosas que não viam com bons olhos a doutrina espírita. Por essa razão, tanto o casal fundador quanto os demais frequentadores eram muito discretos e cuidadosos, zelando pela Capa dos Pobres como seu espaço para estudo e prática espíritas.


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